Mercedes parece ter atenuado seu problema com os pneus ultramacios

Desempenho nesta sexta no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, dá a impressão de que equipe compreendeu as razões das dificuldades encontradas no Circuito de Monte Carlo e em Sochi

Por Josemar 10/06/2017 - 05:52 hs

Pode ser apenas um brilho falso e neste sábado, na sessão que definirá o grid do GP do Canadá, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, da Ferrari, se imponham, como em Mônaco, há duas semanas, e se mostrem bem mais rápidos e regulares que Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, a dupla da Mercedes.

Mas o primeiro dia de treinos no Circuito Gilles Villeneuve, nesta sexta-feira, em Montreal, passou a impressão de que o duro trabalho realizado por Hamilton e os engenheiros da Mercedes para compreender as razões de suas dificuldades com os pneus ultramacios no Circuito de Monte Carlo e em Sochi, na Rússia, deu resultado.

A Pirelli distribui no fim de semana da sétima etapa do campeonato os mesmos pneus das provas de Mônaco e da Rússia, os ultramacios, supermacios e macios. Hamilton não conseguiu sequer passar para o Q3 no principado. Por isso James Allison, diretor técnico do time alemão, reuniu o piloto inglês e seu staff de engenheiros para estudar a fundo o problema.

Bottas foi menos afetado, a ponto de não apenas chegar no Q3, em Mônaco, como ficar muito perto de Raikkonen, o pole position, 45 centésimos de segundo.

Ao menos nesta sexta-feira, nas duas sessões de treinos livres, Hamilton acompanhou o ritmo da Ferrari de perto. Todos registraram seus melhores tempos com os ultramacios. E a pista registrou temperaturas relativamente baixas se comparada a de Mônaco, 35 graus, com 24 graus de temperatura ambiente. No principado, dia 28, dia da corrida, o asfalto variou de 50 a 57 graus e do ar, de 26 a 29 graus.

Se sob temperatura bem mais baixa, como em Montreal, Hamilton conseguiu ser rápido, temos elementos para acreditar que, de fato, houve importante evolução do seu modelo W08 Hybrid no uso dos pneus ultramacios. De novo: não é uma conclusão. Esta será possível apenas neste sábado, na sessão de classificação, quando todos estarão na mesma condição na pista. Porém são dados animadores.

O mais rápido do dia foi Raikkonen, 1min12s935, enquanto Hamilton ficou em segundo, 215 milésimos mais lento. Vettel, o líder do mundial, 25 pontos na frente de Hamilton, obteve o terceiro tempo, a 50 centésimos do inglês. E não se pode dizer que o alemão não deu tudo de si, pois rodou duas vezes na sessão da tarde. Bottas, quarto, ficou a 110 milésimos de Vettel, que comentou:

- Temos margem de melhora, como Kimi demonstrou. Estou prevendo, contudo, que aqui a luta com nossos adversários será muito muito apertada - disse o piloto.

A Ferrari pode ter escondido um pouco o jogo com seu veloz modelo SF70H e na definição do grid expor sua força. Mas há indícios de que o discurso de Vettel pode não estar sendo apenas um disfarce. Quem assistiu o treino viu como ele procurou de todas as formas abaixar seu tempo.

Raikkonen, hora de mostrar força

A pole position em Mônaco elevou o moral de Raikkonen. Ele deseja seguir na Ferrari em 2018. É uma boa hora para mostrar ser mais rápido que Vettel, nada menos de 62 pontos na sua frente no mundial, primeiro com 129 pontos e quarto, 67. O finlandês, como bem definiu o diretor da Ferrari, Maurizio Arrivabene, “Sebastian precisa estar estimulado ao máximo, ter um grande objetivo para produzir o máximo. Competência para isso ele tem”. Raikkonen completará 38 anos dia 17 de outubro.

A Mercedes se mostrou tão rápida quanto a Ferrari com os dois tipos de pneus, ultramacios e supermacios, que mais serão usados ao longo das 70 voltas da corrida no traçado canadense de 4.361 metros.

Uma das características da etapa de Montreal é a impressionante evolução da pista de um dia para o outro. Ela não é permanente. Não há borracha. À medida que os carros vão passando o asfalto torna-se mais e mais aderente.

Se sob temperatura bem mais baixa, como em Montreal, Hamilton conseguiu ser rápido, temos elementos para acreditar que, de fato, houve importante evolução do seu modelo W08 Hybrid no uso dos pneus ultramacios. De novo: não é uma conclusão. Esta será possível apenas neste sábado, na sessão de classificação, quando todos estarão na mesma condição na pista. Porém são dados animadores.

O mais rápido do dia foi Raikkonen, 1min12s935, enquanto Hamilton ficou em segundo, 215 milésimos mais lento. Vettel, o líder do mundial, 25 pontos na frente de Hamilton, obteve o terceiro tempo, a 50 centésimos do inglês. E não se pode dizer que o alemão não deu tudo de si, pois rodou duas vezes na sessão da tarde. Bottas, quarto, ficou a 110 milésimos de Vettel, que comentou:

- Temos margem de melhora, como Kimi demonstrou. Estou prevendo, contudo, que aqui a luta com nossos adversários será muito muito apertada - disse o piloto.

A Ferrari pode ter escondido um pouco o jogo com seu veloz modelo SF70H e na definição do grid expor sua força. Mas há indícios de que o discurso de Vettel pode não estar sendo apenas um disfarce. Quem assistiu o treino viu como ele procurou de todas as formas abaixar seu tempo.

Raikkonen, hora de mostrar força

A pole position em Mônaco elevou o moral de Raikkonen. Ele deseja seguir na Ferrari em 2018. É uma boa hora para mostrar ser mais rápido que Vettel, nada menos de 62 pontos na sua frente no mundial, primeiro com 129 pontos e quarto, 67. O finlandês, como bem definiu o diretor da Ferrari, Maurizio Arrivabene, “Sebastian precisa estar estimulado ao máximo, ter um grande objetivo para produzir o máximo. Competência para isso ele tem”. Raikkonen completará 38 anos dia 17 de outubro.

A Mercedes se mostrou tão rápida quanto a Ferrari com os dois tipos de pneus, ultramacios e supermacios, que mais serão usados ao longo das 70 voltas da corrida no traçado canadense de 4.361 metros.

Uma das características da etapa de Montreal é a impressionante evolução da pista de um dia para o outro. Ela não é permanente. Não há borracha. À medida que os carros vão passando o asfalto torna-se mais e mais aderente.

E isso condiciona, na maioria das vezes, um acerto bem distinto da sexta-feira para o sábado - costuma explicar Felipe Massa, autor de ótimo dia de trabalho nesta sexta-feira, dono do sexto tempo, atrás somente da dupla da Ferrari, Mercedes e Max Verstappen, da RBR, quinto.

Nos traçados onde a pressão aerodinâmica máxima não é o que mais importa, como no Canadá, o modelo FW40-Mercedes da Williams é eficiente para o nível de competição que disputa, com a equipe Force India. Na Williams, Lance Stroll não usou os pneus ultramacios à tarde, para simular uma classificação, ainda que nessa sessão quase ninguém treine com gasolina para completar apenas uma volta lançada.

O jovem canadense o fará neste sábado, na última sessão livre. Estratégia questionável, pois se batesse o carro a Williams teriam tempo para repará-lo. Já o intervalo entre o terceiro treino livre e a classificação, neste sábado, é de somente duas horas.

Posição de largada menos decisiva

Importante: a posição de largada no Circuito Gilles Gilleneuve é bem menos importante que em quase todas as pistas do calendário. A razão é a existência de uma curva, o Hairpin, de baixíssima velocidade, antes da grande reta de 1.200 metros que dá acesso aos boxes ou à famosa chicane onde há o muro dos campeões.

Os pilotos podem seguir o adversário bem de perto no Hairpin, por conta de a pressão aerodinâmica não ter grande importância para contornar uma curva de 60 km/h, e depois, com o uso do DRS, tentar a ultrapassagem da grande reta.

Hamilton e Bottas podem vir a ter alguma dificuldade para reaquecer os pneus ultramacios no caso de relargada, diante da presença do safety car, comum no GP do Canadá.

Todos tiveram problemas para manter os pneus na faixa ideal de temperatura nesta sexta-feira, mas deu para ver como Hamilton, em especial, precisava completar a volta de saída dos boxes fazendo zigue-zague, esfregando os pneus no asfalto, depois dava uma volta lançada, na seguinte tirava um pouco o pé, mas seguia com o zigue-zague na reta, para na quarta volta do pneu registrar seu melhor tempo.

O piloto da Mercedes comentou para a TV inglesa:

- A Ferrari faz isso na primeira volta do pneu, desfruta melhor deles. Quando nós temos a temperatura certa o pneu já está na quarta volta e não na segunda, como eles. E isso condiciona, na maioria das vezes, um acerto bem distinto da sexta-feira para o sábado - costuma explicar Felipe Massa, autor de ótimo dia de trabalho nesta sexta-feira, dono do sexto tempo, atrás somente da dupla da Ferrari, Mercedes e Max Verstappen, da RBR, quinto.

Nos traçados onde a pressão aerodinâmica máxima não é o que mais importa, como no Canadá, o modelo FW40-Mercedes da Williams é eficiente para o nível de competição que disputa, com a equipe Force India. Na Williams, Lance Stroll não usou os pneus ultramacios à tarde, para simular uma classificação, ainda que nessa sessão quase ninguém treine com gasolina para completar apenas uma volta lançada.

O jovem canadense o fará neste sábado, na última sessão livre. Estratégia questionável, pois se batesse o carro a Williams teriam tempo para repará-lo. Já o intervalo entre o terceiro treino livre e a classificação, neste sábado, é de somente duas horas.

Posição de largada menos decisiva

Importante: a posição de largada no Circuito Gilles Gilleneuve é bem menos importante que em quase todas as pistas do calendário. A razão é a existência de uma curva, o Hairpin, de baixíssima velocidade, antes da grande reta de 1.200 metros que dá acesso aos boxes ou à famosa chicane onde há o muro dos campeões.

Os pilotos podem seguir o adversário bem de perto no Hairpin, por conta de a pressão aerodinâmica não ter grande importância para contornar uma curva de 60 km/h, e depois, com o uso do DRS, tentar a ultrapassagem da grande reta.

Hamilton e Bottas podem vir a ter alguma dificuldade para reaquecer os pneus ultramacios no caso de relargada, diante da presença do safety car, comum no GP do Canadá.

Todos tiveram problemas para manter os pneus na faixa ideal de temperatura nesta sexta-feira, mas deu para ver como Hamilton, em especial, precisava completar a volta de saída dos boxes fazendo zigue-zague, esfregando os pneus no asfalto, depois dava uma volta lançada, na seguinte tirava um pouco o pé, mas seguia com o zigue-zague na reta, para na quarta volta do pneu registrar seu melhor tempo.

O piloto da Mercedes comentou para a TV inglesa:

- A Ferrari faz isso na primeira volta do pneu, desfruta melhor deles. Quando nós temos a temperatura certa o pneu já está na quarta volta e não na segunda, como eles.

Seu estado de espírito, no entanto, era elevado. Procurou não demonstrar otimismo exagerado, nem faria sentido, mas deu a entender estar satisfeito com o comportamento do W08 Hybrid depois das novas mudanças sofridas para pelo menos atenuar suas dificuldades com os pneus ultramacios.

Neste sábado, ele e Bottas terão mais uma oportunidade para trabalhar no acerto do W08 Hybrid antes de ir para a classificação confrontar forças com Vettel e Raikkonen. O terceiro treino livre do GP do Canadá começa às 11h. A definição do grid, às 14 horas, horários de Brasília.

A RBR sofreu com a unidade motriz Renault. Pela manhã, Daniel Ricciardo completou 23 voltas. Precisou substituir as baterias da unidade motriz. À tarde foi a própria unidade que não permitiu que desse mais de 8 voltas. Max comentou que o RB13-TAG Heuer (Renault) está rápido, mas com os conhecidos problemas de confiabilidade. Ele também parou o carro na pista, faltando 20 minutos para o encerramento do treino da tarde. Seu tempo, no entanto, é animador, somente 78 centésimos pior que o de Bottas.

Alonso, um espetáculo à parte

Por fim, vale a pena destacar quem deu outro show nas pistas, o supercapaz Fernando Alonso. Na sessão da manhã, ficou no meio do caminho de novo, depois de apenas 13 voltas, com pane no sistema hidráulico da sua McLaren MCL32-Honda. Foi tão grave que só conseguiu regressar ao cockpit quando faltavam 35 minutos para o fim da sessão.

Mas para ele isso não é problema. Saiu com supermacios para entender as condições do carro e do circuito, voltou para os boxes, colocou os supermacios e fez impressionantemente o sétimo tempo, a 182 milésimos de Massa, sexto. No total o espanhol completou 19 voltas, diante de 41 dos três primeiros, por exemplo, Raikkonen, Hamilton e Vettel.

Um pecado para a F1, um desperdício não ter Alonso numa equipe potencialmente vencedora. Mas ele próprio é o maior responsável por essa situação. Como disse Bernie Ecclestone, se Alonso tivesse decidido não deixar a McLaren, no fim de 2007, provavelmente teria sido uma ou duas vezes campeão do mundo. O mesmo vale para a Ferrari. Com os italianos a coisa foi litigiosa. Saiu pela porta dos fundos, criticando tudo e a todos no fim de 2014. E a equipe trabalhava ao seu redor.

O bom deste fim de semana é que o resultado da sessão de classificação, neste sábado, como mencionado, não dirá com precisão o que acontecerá na corrida, domingo. A disputa está, provavelmente, aberta se a Mercedes ratificar sofrer menos com os pneus ultramacios que em Mônaco.

E sem que conheçamos de antemão o provável vencedor também em função das tradicionais mudanças no andamento da competição em Montreal, cada hora com uma novidade para os pilotos e seus engenheiros entenderem o exame e responder com eficácia ao que está sendo solicitado.