10 avanços e 1 promessa da técnica Crispr de edição do DNA

Na mais recente pesquisa com uso de Crispr, pesquisadores conseguiram evitar doença cardíaca hereditária.

Por Josemar 04/08/2017 - 06:46 hs

Nos cinco anos após a primeira publicação a respeito, a técnica de edição genética conhecida como Crispr permitiu alguns avanços importantes: eliminou o HIV e outras doenças em camundongos, foi usada em pesquisas contra o câncer em humanos, criou porcos mais resistentes.

A técnica é chamada de "revolução" por publicações de prestígio como a "Science". É revolucionária porque os cientistas podem "recortar" e mudar tudo o que desejam dentro do código genético, responsável por nossas características e doenças hereditárias, e de forma precisa e barata -- tão acessível que escolas dos EUA já receberam kits de Crispr para editar DNA dentro da sala de aula.

Essa facilidade trouxe, no entanto, um debate ético: até onde podemos mexer na genética dos seres vivos, resultado de bilhões de anos de evolução?

Em janeiro deste ano, a FDA, órgão dos Estados Unidos similiar à Anvisa no Brasil, publicou um texto nomeando as pesquisas em andamento liberadas: tratamento de HIV, câncer ou doenças raras; controle ou alteração de micro-organismos que causam doenças infecciosas, como vírus da zika e seus vetores; melhoria do bem-estar de animais produtores de alimentos, como a criação de resistência à doenças; e a alteração de traços específicos de plantas alimentares ou fungos.

Com isso, a criação de "humanos transgênicos" fica barrada nos Estados Unidos, e isso acaba servindo como referência também para o restante do mundo.