Traficante que mandava armas para o RJ é preso no Paraguai

Secretário Roberto Sá disse que prisão desarticula fornecimento de armas e drogas para facção criminosa do Rio. Piloto permanecerá preso naquele país até entrar na lista da Interpol.

Por Josemar 13/12/2017 - 17:09 hs

Manter abastecidas de armas e drogas as favelas dominadas por uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro era a principal preocupação de Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto.

Preso na na manhã desta quarta-feira (13) na cidade de Encarnación, no Paraguai, ele se valia de uma rede de contatos montada naquele país para transportar maconha, cocaína, pistolas, fuzis e munição para algumas das principais favelas da capital fluminense.

"Ele veio para o Paraguai há cerca de cinco anos e, desde então, estabeleceu uma rede de contatos por aqui. A partir dela, enviava armas, munição e drogas para as favelas dominadas pela facção criminosa da qual faz parte", explicou o subsecretário de Inteligência, Fábio Galvão.

Segundo ele, Piloto estava dormindo no momento da chegada dos policiais – o criminoso não resistiu à prisão. Na casa, havia mais três mulheres.

"Como Piloto estava com uma identidade paraguaia falsa e também uma pistola, por enquanto ele permencerá preso aqui mesmo, no Paraguai. Vamos agilizar os trâmites necessários para incluí-lo na Difusão Vermelha da Interpol e, a partir daí, levá-lo de volta ao Brasil", explicou o subsecretário.

Além de tráfico de drogas, Piloto responde pelos crimes de latrocínio, roubo, homicídio e associação para o tráfico. Segundo o subsecretário, juntadas as condenações, o bandido tem uma pena de 25 anos a cumprir.

Roberto Sá diz que prisão desarticula tráfico

O secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, afirmou nesta quarta-feira (13), em entrevista ao RJTV, que a prisão do criminoso desarticula o tráfico. Sá disse que irá unir esforços com a Polícia Federal para "cortar na fonte" o fornecimento de armas e drogas.

“Eu acho que de forma imediata desarticula esse fornecimento de armas, munições e drogas para essa facção. Como eu criei a Desarme [Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos] e a [Delegacia de Combate às Drogas] Dcod, trabalham em uma sintonia muito fina, nós vamos ouvir esse preso para tentarmos conhecer essa rota para desarticular. Trabalhando com a Polícia Federal, que tem essa missão constitucional do contrabando e caminho, vamos tentar cortar lá na fonte esse abastecimento”, disse o secretário.

Durante a entrevista, ele destacou que Piloto fugiu da prisão durante uma visita períodica ao lar em 2007. Segundo Roberto Sá, é sempre difícil para a sociedade quando a polícia tem que prender o criminoso novamente.

“É importante dizer que ele saiu em uma visita periódica ao lar em 2007. Um preso que tem 22 mandados de prisão, que responde por homicídio, latrocínio, roubos, associação ao tráfico, toda vez que temos que prendê-lo é sempre muito difícil para a sociedade. É muito ruim”, disse.