Renda per capita no Maranhão não passa de R$ 10 reais, aponta IBGE

Dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, apontam que cinco entre dez pessoas estão abaixo da linha da pobreza.

Por Josemar 18/12/2017 - 06:50 hs

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão aparece como o pior estado com indicadores socioeconômicos de todo o Brasil, segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2017 divulgado esta semana. No estado, cinco entre dez pessoas estão abaixo da linha da pobreza.

Os indicadores mostram que no estado está a maior proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita baixa, ou seja, por pessoa. A renda da maioria dos maranhenses não passa de R$ 10 reais por dia, o que corresponde a 52% da população. Ainda segundo o IBGE, de cada três jovens entre 16 e 29 anos, um deles não estuda nem trabalha. O número representa 549 mil maranhenses na ociosidade. Do total de jovens que não estuda e nem trabalha e não está à procura de emprego chega a 403 mil pessoas.

“A juventude maranhense e a brasileira como um todo ela merece um destino melhor. E o destino passa necessariamente por um estado de bem estar social e que esteja envolvido educação, moradia e trabalho. Cerca de 30% dessa população de 16 a 29 anos em São Luís, por exemplo, está desempregada, uma taxa altíssima e o dobro da média nacional. Eu acho que a grande colaboração que o IBGE traz para a sociedade brasileira é mostrar esses números e mesmo que eles não sejam positivos, mas eles servem como sinal de que alguma coisa precisa ser feita”, explicou José Reinaldo Barros, analista do IBGE.

Segundo especialistas, a falta de esperança dos jovens por conta cenário político no país e de políticas públicas para a inclusão na educação superior e do mercado de trabalho dessa parcela da população colaboram com a negatividade dos números.

“Em relação ao jovem é preciso criar mais políticas de educação. As escolas estão sendo melhoradas, mas é preciso aparelhar esses locais com recursos que possam animar, estimular o jovem a permanecer nas escolas. Então eu vejo que há saídas e há canais, mas é preciso de fato construir equipes que possam de fato construir essa perspectiva”, Maria Meiry Ferreira, doutora em sociologia.